A história do restaurante Arab começou em 1996. A idéia inicial de Vivian Arab, que deu seu sobrenome ao negócio, era abrir uma loja de salgados. Depois de uma viagem à Nova York, quando conheceu diferentes delicatessens que vendiam quitutes por quilo, decidiu abrir um restaurante, usando esse mesmo perfil, em Ipanema.
Filha de pai sírio e mãe libanesa, Vivian largava ali a vida de psicanalista para assumir a de restauratrice. Aprendeu as receitas típicas com a mãe e ampliou seus conhecimentos com uma herança também materna: mais de uma dezena de livros sobre a culinária árabe. “Passei por um estágio familiar, que resultou em dez anos de aprendizagem dos mistérios da cozinha árabe”, conta Vivian.
O Arab de Ipanema, carinhosamente chamado por Vivian de Arabinho, tinha apenas 17 lugares. As delícias árabes logo começaram a ganhar fama e depois de quatro anos Vivian abriu o quiosque da Lagoa, no Parque dos Patins. O sucesso foi ainda maior. “Ali aprendi muito porque era preciso manter o padrão de qualidade e atendimento, apesar do grande volume de clientes. O trabalho no quiosque foi o sinal que poderíamos crescer e montar um restaurante maior”, diz Vivian. O passo seguinte foi encontrar um ponto. Desde 2001, Vivian instalou o Arab em plena Avenida Atlântica e tornou a casa numa referência na culinária árabe na cidade do Rio de Janeiro.